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Argentina deixa OMS sob Milei, seguindo Trump

O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, confirmou que o país não faz parte da OMS (Organização Mundial da Saúde) desde terça-feira, 17 de março de 2026.

A decisão de deixar a organização já havia sido anunciada em 5 de fevereiro de 2025, após a saída dos Estados Unidos da OMS, e agora foi oficializada pelo governo de Javier Milei.

A Casa Rosada justificou a saída com críticas à gestão da OMS durante a pandemia de Covid-19 e alegou falta de independência da organização.

Quando o governo anunciou a intenção de sair, especialistas alertaram que o movimento poderia levar a um menor acesso a medicamentos e vacinas, perda de apoio técnico e financeiro e isolamento no cenário científico internacional.

A saída da OMS pode resultar em custos mais altos para o acesso a vacinas e tratamentos, além de deixar o país mais vulnerável a crises de saúde.

O ministro Quirno afirmou que a Argentina continuará a cooperar internacionalmente em saúde por meio de acordos bilaterais, preservando sua soberania em políticas públicas da área.

Javier Milei foi um dos principais críticos das orientações da OMS durante a pandemia, antes de ser presidente. A saída foi discutida publicamente e descrita pelo chefe de Gabinete, Manuel Adorni, como uma defesa da soberania nacional.

O partido do presidente, A Liberdade Avança, argumentou que a OMS não cumpriu seu propósito durante a pandemia, criando quarentenas e políticas que, segundo o grupo, comprometeram a soberania nacional.

Em junho de 2024, a Argentina começou a sinalizar sua retirada ao não aderir a um tratado pandêmico da OMS e declarou que não aceitaria acordos que afetassem sua soberania.

Um relatório do Conicet (Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas), principal órgão de pesquisa do país, indica que a saída poderá isolar a Argentina da comunidade científica internacional.

A OMS foi fundada em 1948 e tem sede em Genebra, na Suíça. É responsável por coordenar esforços internacionais em saúde pública, conta com 194 países membros e tem a missão de promover a saúde e coordenar respostas a emergências globais.

A postura da Argentina se alinha à decisão dos Estados Unidos, que também anunciou sua saída da organização no início de 2025.

Entretanto, diferentemente dos EUA, a Argentina depende de colaboração internacional para seus programas de saúde, o que torna os impactos de sua saída da OMS potencialmente mais significativos para sua população e sistema de saúde.

A ausência do país no órgão multilateral pode afetar não apenas o acesso a recursos, mas também sua participação em discussões e definições de padrões globais de saúde, um espaço onde antes tinha voz ativa.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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