Click Infohub»Notícias»Brasil penta sofre nas laterais: peso da história

Brasil penta sofre nas laterais: peso da história

No caminho para o primeiro de seus cinco títulos da Copa do Mundo, em 1958, o Brasil teve uma jogada emblemática na vitória por 3 a 0 sobre a Áustria. Nilton Santos era o lateral esquerdo, posição então eminentemente defensiva. Segundo Zagallo, ponta-esquerda daquela equipe, ele arrancou para o ataque e fez o gol, mudando a forma de jogar dos laterais.

Em 1958 e 1962, a direita e a esquerda eram dos históricos Djalma Santos e Nilton Santos. Em 1970, o gol mais bonito do time foi de Carlos Alberto. Em 1994, o título não teria vindo sem uma bomba de Branco e um cruzamento de Jorginho. Em 2002, a dupla era formada por Cafu e Roberto Carlos.

Em 2026, na luta pelo hexa, os jogadores não são do mesmo nível. A seleção vive raro momento de escassez nas laterais, e o técnico Carlo Ancelotti admite isso. Tudo indicava que ele usaria na direita o zagueiro Éder Militão, que foi seu atleta no Real Madrid. O beque de 28 anos foi submetido a uma cirurgia na coxa esquerda e está fora da Copa.

As alternativas também são improvisos. Wesley, 22, surgiu como lateral direito, mas atua na Roma como ala esquerdo. Danilo, 34, foi lateral em boa parte da carreira, hoje é zagueiro reserva do Flamengo. Ancelotti já confirmou Danilo na lista de 26 a ser anunciada no próximo dia 18, destacando sua experiência e liderança silenciosa.

“Danilo é importante não só em campo. Estará na lista final porque eu gosto dele. Como caráter, personalidade e também como jogo”, disse o italiano. Desde que assumiu a seleção, o treinador convocou Vanderson, 24, do Monaco, em recuperação de lesão, Paulo Henrique, 29, do Vasco, e Vitinho, 26, do Botafogo. Ibañez, 27, do Al Ahli, pode ser adaptado.

Na esquerda, os escolhidos devem ser Alex Sandro, 35, do Flamengo, e Douglas Santos, 32, do Zenit. Ancelotti confiava em Caio Henrique, 28, do Monaco, também em recuperação. Testou ainda Carlos Augusto, 27, Luciano Juba, 26, e Kaiki, 23. Há clamor por Matheus Bidu, 26, do Corinthians, mas é improvável levar alguém sem experiência na seleção.

O cenário nas laterais é frágil para o padrão histórico do Brasil. A prioridade de Ancelotti é por jogadores defensivamente sólidos, capazes de desarmar e iniciar contragolpes para atacantes como Vinicius Junior. Não será com Djalma Santos e Nilton Santos que a equipe buscará o troféu em 2026. O pôster do hexa, se vier, poderá ter Douglas Santos.

Avatar photo

Sobre o autor: Sofia Almeida

Ver todos os posts →