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Pedro Pascal revela desafio e papel principal em Behemoth

O ator Pedro Pascal é o protagonista de “Behemoth!”, novo filme do diretor Tony Gilroy. Pascal substituiu Oscar Isaac, que deixou o projeto em agosto do ano passado. Gilroy, que não dirigia um longa desde “O Legado Bourne” (2012), precisava encontrar rapidamente um novo ator principal.

Pascal conta que leu o roteiro e quis o papel. O personagem Alex é um violoncelista prodígio que retorna a Los Angeles para trabalhar com trilhas sonoras em Hollywood, depois de décadas tocando música sinfônica pelo país. O ator, de 51 anos, se identificou com a história. “É uma carta de amor à música e ao cinema. É sobre família, legado e cura”, disse à Vanity Fair.

Para o papel, Pascal teve que aprender a tocar violoncelo. Ele afirma que foi a tarefa mais difícil que já enfrentou como ator, mais do que cenas de luta ou uso de arnês. “Segurar o arco corretamente já leva uma aula inteira”, explicou. O ator teve aulas diárias após as filmagens para se familiarizar com o instrumento.

Gilroy, por sua vez, tinha receio de que Pascal fosse “superficial ou volúvel”. Mas, após uma reunião de três horas, o diretor se convenceu da paixão do ator pelo projeto. “Ele é muito inteligente sobre como ser uma estrela de cinema e está totalmente disposto a ter uma conversa honesta”, afirmou Gilroy.

Música e bastidores

O filme conta com nove compositores diferentes para criar as trilhas dos filmes fictícios dentro de “Behemoth!”. A decisão incomum foi de Gilroy, que queria dar a cada peça musical uma voz própria. O diretor teve que conversar pessoalmente com cada compositor para convencê-los a participar, já que a divisão de créditos entre tantos artistas é rara na indústria.

Gilroy entrevistou músicos reais de estúdio durante um ano para escrever o roteiro. Ele se inspirou em projetos anteriores, como “Andor” e “Rogue One”, ao observar a dinâmica das orquestras. “Você pode ter 30, 60 ou 90 músicos em uma sala. Eles são diversos, mas quando começam a tocar, toda a individualidade desaparece. O trabalho deles é se tornar uma única voz”, explicou.

O elenco de apoio inclui Hank Azaria como o pai de Alex, Will Arnett como o irmão, Eva Victor como a violoncelista Nadia e Olivia Wilde como a ex-namorada Carol. A produção também contou com a participação de músicos profissionais que atuam em Los Angeles, uma cidade que, segundo Gilroy, perdeu muitos profissionais para o exterior por causa das mudanças nos pagamentos de direitos autorais.

Gilroy admite que, por ter nove compositores, o filme provavelmente não será elegível ao Oscar de melhor trilha sonora, já que a Academia permite no máximo três créditos para o prêmio. “A resistência de nove compositores é que você nunca pode ser indicado ao Oscar”, disse. “Mas isso ainda não foi totalmente resolvido.”

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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