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Rio Open 2024: Jockey amplia espaço e troca saibro por duro

O Rio Open, evento de tênis mais importante da América do Sul, está prestes a passar por transformações significativas, com o objetivo de aumentar seu protagonismo no calendário do circuito profissional. As mudanças incluem a ampliação do espaço no Jockey Club Brasileiro e a troca do saibro pela quadra dura, em resposta à crescente concorrência de torneios no Oriente Médio.

Essas alterações vêm alinhadas com a futura reorganização do calendário da ATP, a associação que rege o tênis masculino. A expectativa é que a montagem de uma nova arena central, com capacidade para 10 mil pessoas, e a mudança de piso ajudem a reverter a tendência de afastamento de jogadores de alto nível do torneio carioca.

Atualmente, o evento ocorre em fevereiro, uma época em que muitos competidores de elite preferem participar de torneios no Oriente Médio. O presidente da ATP, Andrea Gaudenzi, está no Brasil para discutir a possível mudança nas datas da gira sul-americana, o que poderia incluir o Rio Open em um novo calendário. A introdução de um Masters 1000 na Arábia Saudita, previsto para 2028, é uma das peças-chave que podem influenciar essa reestruturação.

Novas Oportunidades para o Rio Open

De acordo com informações do jornal argentino La Nácion, as novas datas sugeridas para o torneio carioca poderiam ser em outubro ou novembro. Contudo, esta mudança ainda está sujeita a diversas variáveis. A presença de Gaudenzi no Brasil e sua participação em outros eventos da ATP sinalizam um reconhecimento da importância do mercado sul-americano.

Lui Carvalho, diretor esportivo do Rio Open, enfatiza que a ATP vê a América do Sul como um mercado promissor. Ele acredita que a associação não fará movimentos que prejudicariam o torneio carioca. Carvalho sugere que duas “pernas” do calendário poderiam ser criadas, permitindo que o Rio Open e a Arábia Saudita coexistam sem conflitos.

A mudança do saibro para a quadra dura, um desejo antigo dos organizadores, é vista como essencial para atrair jogadores de elite. Muitos tenistas já expressaram interesse em participar do evento se ele fosse realizado em piso rápido, uma necessidade crescente considerando o nível atual do profissionalismo no tênis.

Expectativas Futuras

Entre os tenistas que poderiam ser atraídos pela mudança estão nomes como Ben Shelton, Stefanos Tsitsipas e Jannik Sinner. A mudança de superfície é considerada crucial para que o torneio se mantenha relevante no competitivo cenário do tênis mundial.

Além da troca de piso, o Rio Open planeja expandir suas instalações. A quadra principal será deslocada para uma área central do Jockey, e haverá um aumento no número de quadras secundárias, além de melhorias nas áreas VIP e no Boulevard do evento. Carvalho destaca que o objetivo é proporcionar uma experiência ainda melhor aos fãs de tênis e atrair um público maior para o evento.

O anúncio oficial sobre essas mudanças está previsto para ocorrer ao final da edição deste ano, com a expectativa de que o projeto comece a ser implementado já no próximo ciclo. As novas diretrizes visam não apenas aumentar a capacidade e a infraestrutura, mas também fortalecer o ecossistema do tênis no Brasil.

Com estas transformações, o Rio Open pode não apenas solidificar sua posição no calendário internacional, mas também se tornar um atrativo ainda maior para os amantes do tênis e para os próprios atletas, que buscam cada vez mais competições que se alinhem com suas necessidades e expectativas.

Sobre o autor: Sofia Almeida

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