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Protetor solar no inverno: dermatologista alerta sobre riscos

Protetor solar no inverno: dermatologista alerta sobre riscos

Com a chegada do inverno, é comum que o protetor solar deixe de fazer parte da rotina de muitas pessoas. A queda nas temperaturas e a menor incidência de dias ensolarados acabam transmitindo a sensação de que a pele está protegida naturalmente. No entanto, especialistas alertam que essa percepção está longe da realidade.

Segundo a dermatologista Annia Cordeiro, da Australian Gold, a fotoproteção deve ser mantida durante todo o ano, independentemente das condições climáticas. Mesmo quando o céu está encoberto, parte significativa da radiação ultravioleta atravessa as nuvens e continua atingindo a pele. “A exposição é cumulativa e contribui para envelhecimento precoce, manchas e câncer de pele”, explica a médica.

Essa falsa sensação de segurança é um dos principais fatores para a redução dos cuidados durante a estação. Como a maioria das pessoas associa os danos solares apenas ao calor intenso, o inverno acaba sendo visto como um período de menor risco. “É comum que, no inverno, haja uma falsa sensação de proteção, levando à redução do uso do protetor solar justamente quando a exposição continua acontecendo diariamente”, afirma.

Embora haja mudanças na intensidade da radiação ao longo das estações, nem todos os raios solares se comportam da mesma forma. A radiação UVA, responsável principalmente pelo fotoenvelhecimento, permanece praticamente constante durante todo o ano. De acordo com a dermatologista, esse tipo de radiação atravessa nuvens e também vidros, atingindo a pele mesmo em dias frios ou nublados. Já a radiação UVB pode diminuir em algumas regiões durante o inverno, mas continua sendo capaz de provocar danos cutâneos. “Por isso, a fotoproteção continua sendo necessária em todas as estações”, ressalta.

Outro equívoco frequente é acreditar que apenas quem passa muito tempo ao ar livre precisa usar protetor solar. Na prática, a recomendação também vale para quem trabalha em escritórios ou permanece grande parte do dia dentro de casa. Segundo Cordeiro, a radiação UVA atravessa os vidros das janelas e pode contribuir para o aparecimento de manchas e para o envelhecimento precoce da pele. Além disso, pequenos períodos de exposição ao longo do dia, como durante o trajeto até o trabalho, na hora do almoço ou em atividades físicas ao ar livre, somam-se ao longo do tempo.

Mais do que escolher um produto específico para o inverno, o ideal é optar por um protetor solar de amplo espectro, capaz de proteger contra os raios UVA e UVB. A dermatologista explica que a principal diferença entre as formulações está relacionada às necessidades de cada tipo de pele durante a estação. Pessoas com pele seca ou sensível costumam se beneficiar de versões em creme ou loção, que oferecem maior hidratação. Já quem tem pele oleosa pode continuar utilizando fórmulas leves, desde que mantenham o nível adequado de proteção. Independentemente da textura escolhida, a orientação permanece a mesma: o protetor solar deve fazer parte da rotina diária em qualquer época do ano. Afinal, os danos causados pela radiação ultravioleta não entram em férias durante o inverno.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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